segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Acompanhe nossa agenda!

Temporada em João Pessoa e lançamento de nosso livro "Em 3 Atos"!!!

Dia 20/8/11 (sábado) - 19h
Apresentação da Flor seguida de lançamento virtual do livro "Em 3 Atos", disponível gratuitamente para downloud no site do grupo:http://sertaoteatro.com.br

A temporada segue nos dias 21, 27, e 28 de agosto, 3 e 4 de setembro de 2011. Sábados e domingos, sempre às 19h.

Ingressos: R$ 15,00 e R$ 7,00 (à venda a partir das 18h)

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9/9/11: Festival de Teatro de Guaramiranga (CE)

17/9/11: Festival de Artes de Areia (PB)

15 e 17/10/11: Festival de Teatro de Vitória (ES)


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Destaques « Arte Com Sérgio Britto « TV Brasil

Entrevista de Christina Streva no Programa Arte com Sérgio Brito, na TV Brasil, será exibida sábado dia 14 às 20:00 em rede nacional. Destaques « Arte Com Sérgio Britto « TV Brasil

quinta-feira, 31 de março de 2011

Encerrando de alma lavada!





E foi assim debaixo de chuva, que uma platéia de cerca de 300 pessoas se amontoou entre sombrinhas e guarda-chuvas para a última apresentação do Flor de Macambira, encerrando assim a temporada no Rio de Janeiro, na Rua do Mercado.

O público que é bom não arredou pé e não deu outra! A apresentação foi linda, com uma energia maravilhosa e a satisfação de dever cumprido.









E lá vem a III Mostra de Teatro de Grupo...

Aos nossos conterrâneos, uma notícia boa! A estréia do Flor de Macambira em João Pessoa será no dia 24 de maio, na abertura da III Mostra de Teatro de Grupo (edição especial Teatro de Rua) que o Ser Tão realiza (a mostra segue até o dia 28). E o grupo convidado deste ano é a Cia Carroça de Mamulengos apresentando seu repertório juntamente com a realização de uma oficina.

quarta-feira, 30 de março de 2011

ÚLTIMA APRESENTAÇÃO!!!

Logo mais às 19h, na Praça da Rua do Mercado, no Centro do Rio de Janeiro. Última oportunidade para conferir o aplaudido espetáculo Flor de Macambira, do Grupo Ser Tão Teatro.

A apresentação na UNIRIO foi linda ontem a noite. Uma platéia bem especial, formada em sua maioria pela classe artística e por muitas pessoas curiosas, que foram chegando e lotando as cadeiras 1 hora antes da peça iniciar...

E hoje, enfim e já com muita saudade, concluímos o projeto, alcançando um público de mais de 15 mil pessoas. Foram realizadas 11 oficinas num roteiro que "abarcou" 12 cidades em seis estados diferentes, totalizando 19 apresentações.

segunda-feira, 28 de março de 2011

ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES!!!

Confira a agenda das últimas apresentações do espetáculo Flor de Macambira no Rio de Janeiro!!!

29 de março:
Jardins do Centro de Letras e Artes da UNIRIO, às 20h.
Av. Pasteur, 436 fundos, Urca.

30 de março:
Praça da Rua do Mercado, Centro, às 19h.

sábado, 26 de março de 2011

Segundo Bárbara Heliodora, Flor de Macambira é um espetáculo encantador

matéria completa logo abaixo da imagem...
Crítica publicada no primeiro clichê da edição de 27 de março do Jornal O Globo.

Bárbara Heliodora
Teatro/Crítica

A cultura popular em espetáculo encantador

Grupo Ser Tão, da Paraíba, mostra no Rio sua versão para romance de Joaquim Cardozo

Formado na Universidade Federal da Paraíba, o grupo Ser Tão Teatro está fechando a turnê de “Flor de Macambira”. Elenco, técnica, cenário e equipamento cobriram de ônibus, um percurso que inclui sete estados. Se a palavra-chave do momento é inclusão, o Ser Tão a representa muito bem – seu trabalho foi oferecido de graça a comunidades carentes, que muitas vezes jamais haviam visto teatro, tendo sido sempre muito bem recebido.

“Flor de Macambira” tem por inspiração “O Coronel de Macambira”, de Joaquim Cardozo, com Rosyane Trotta e o próprio grupo assinando a adaptação. Nesta, um misto de circo com o folguedo popular do boi conta a história de Catirina e Mateus, incluindo um toque de história exemplar ao mostrar a luta entre o bem e o mal, lembrando a literatura de cordel. As peripécias do casal fazem a estrutura ser armada em vários episódios, com três atores se revezando em alguns personagens, sendo os bois, assim como os monstros e a serpente, muito bem executados.

O espetáculo é simples, com cenografia e adereços (Carlos Alberto Nunes), figurinos (Daniele Geammal) e máscaras (Bruno Dante) feitos em boa dose de imaginação e poucos recursos, o que o deixa muito próximo do público buscado nas cidades que visitou. A coreografia (Juliana Manhães) e a luz (Gladson Galego) completam bem o conjunto, que tem ótimo apoio na direção musical de Beto Lemos e Zé Guilherme. A encenação de Christina Streva conduz tudo para a alegria e a harmonia, e o espetáculo se comunica muito bem com o público.


A interpretação é fiel ao tom e espírito do texto, com rendimento bastante bom dos atores: Isadora Feitosa (Catirina) e Winston Aquiles (Mateus), além de Cida Costa (Feiticeira), têm o privilégio de um só personagem, enquanto Gladson Galego, Thardelly Lima e Maisa Costa se desdobram em vários papéis.

Com apresentações gratuitas, hoje no Parque dos Patins, na Lagoa, às 19h, na terça-feira nos Jardins do Centro de Letras e Artes da Uni-Rio, na Urca, às 20h, e quarta na Praça da Rua do Mercado (Centro), às 19h, o Ser Tão conclui essa longa bem sucedida viagem de seu encantador espetáculo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Encontros...














da esquerda para a direita: Guti Fraga - Nós do Morro, Barbara Heliodora, Zezé Silva - NM, e Christina Streva

A apresentação no Vidigal foi linda. Uma platéia de mais de 400 pessoas, muitas crianças a céu aberto!!! Semana de chuva e a mesma dúvida de sempre, será que vai chover amanhã? Mas São Pedro abraçou a causa e deixou o céu limpo para a estréia da Flor no Rio de Janeiro, no Vidigal, no campinho-show do Nós do Morro ontem a noite (23/03) - que, por sinal, abraçou o Ser Tão com tanto carinho...

Belo Horizonte

centro: Ernani Maleta,Christina Streva, Mona Magalhães e Rômulo Avelar

Em BH não foi diferente, no último dia de apresentação (19/03), somávamos cerca de três mil espectadores na capital mineira, incluindo as duas apresentações na Praça de Serviços da UFMG e uma apresentação no Praça JK, nas Mangabeiras.

Praça de Serviços da UFMG
Praça JK, nas Mangabeiras



VEJA Rio

VEJA Rio

quarta-feira, 23 de março de 2011

Flor de Macambira :: Teatro e Dança :: Guia Rio Show :: O Globo

Flor de Macambira :: Teatro e Dança :: Guia Rio Show :: O Globo

Christina Streva é entrevistada por um dos maiores atores de teatro do Brasil

Christina Streva em entrevista ao Programa Arte com Sérgio Brito, da TV Brasil.

"Você tem uma voz de que faz teatro de rua, forte, decidida e acabou me convencendo a ir assistir o espetáculo no Parque dos Patins", diz Sérgio Brito.

A entrevista foi gravada na noite desta terça-feira (22).

Enquanto isso, segue lá no Vidigal, na sede do grupo Nós do Morro, a oficina "Construindo a Cena com o Ser Tão". E mais tarde tem montagem e apresentação no campinho show, às 19h!

Confira nossa agenda e siga-nos no twitter:href="http://twitter.com/gruposertao">
23 de março:
Campinho-Show do Grupo Nós do Morro, ás 19h.
Rua Dr. Olinto de Magalhães, s/nº.

25, 26 e 27 de março:
Parque dos Patins, às 19h.
Lagoa Rodrigo de Freitas - Av. Borges de Medeiros,s/nº.

29 de março:
Jardins do Centro de Letras e Artes da UNIRIO, às 19h.
Av. Pasteur, 436 fundos, Urca.
Capacidade:150 pessoas sentadas

30 de março:
Praça da Rua do Mercado, Centro, às 19h.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ser Tão estreia na Cidade Maravilhosa

Grupo de teatro da Paraíba encerra turnê nacional nas praças do Rio de Janeiro

O grupo Ser Tão Teatro chega ao Rio de Janeiro para a última parada da turnê de “Flor de Macambira”, depois de circular 10 cidades às margens do Rio São Francisco e por Belo Horizonte. No Rio, a estreia é no Campinho-Show, espaço do Grupo Nós do Morro, no Morro do Vidigal, dia 23 de março. “Flor de Macambira” segue para o Parque dos Patins, na Lagoa, nos dias 25, 26 e 27; Jardins do CLA da UNIRIO, dia 29; e encerra a turnê na Praça da Rua do Mercado, no Centro, no dia 30 de março. As apresentações são sempre às 19h.

É com muito orgulho que o Ser Tão Teatro faz sua estreia no Rio em um espaço do Grupo Nós do Morro - www.nosdomorro.com.br , para quem quiser conferir - que é um celeiro de arte fundado há quase 25 anos pelo ator e diretor Guti Fraga. As oficinas no Rio serão ministradas no Casarão do Nós do Morro nos dias 22 e 23 de março.

Segundo Guti, estamos entrando em acordo com São Pedro para tudo dar certo.




Temporada Rio:
23 de março:
Campinho-Show do Grupo Nós do Morro, ás 19h.
Rua Dr. Olinto de Magalhães, s/nº.

25, 26 e 27 de março:
Parque dos Patins, às 19h.
Lagoa Rodrigo de Freitas - Av. Borges de Medeiros,s/nº.

29 de março:
Jardins do Centro de Letras e Artes da UNIRIO, às 19h.
Av. Pasteur, 436 fundos, Urca.

30 de março:
Praça da Rua do Mercado, Centro, às 19h.

Flor de Macambira na Imprensa de BH, estréia!

matéria completa logo abaixo da imagem...



Jornal Hoje em Dia, Belo Horizonte-MG, quinta-feira, 17/3/2011/ Editoria: Cultura / Página 5

Miguel Anunciação

Ser Tão Teatro inicia agenda de “Flor de Macambira” na capital

Espetáculo da trupe paraibana será encenado logo mais à noite na Praça JK - se não chover

Agora – não é assim que se diz?-só dependeria “de São Pedro”. Previstas para acontecer na Praça JK, no Belvedere, às 19 horas, estão na inteira dependência da meteorologia as apresentações que o Grupo Ser Tão Teatro reservou para a cidade turnê mineira de “Flor de Macambira”. Mas, se continuar a chover do jeito que a cidade vem assistindo há duas semanas, as apresentações de hoje a sábado serão deslocadas para a Praça de Serviços da UFMG, no Campus Pampulha.

Considerando a parafernália (quase uma tonelada de iluminação, figurinos, cenografia e objetos de cena) que o grupo de João Pessoa carrega para abordar o enredo original do pernambucano Joaquim Cardozo, o espetáculo não pode ocorrer debaixo d’água. Nem tão cedo – como estava marcado de antemão.

“Estive na Praça JK domingo e achei que, se começasse mesmo às 18 horas, o espetáculo iria perder muito, porque ainda não está escuro o suficiente para mostrar os efeitos que tem”, afirma Chirstina Streva, diretora da montagem – que buscou recursos da Eletrobrás para ser exibida em praças públicas de 12 cidades, 10 às margens do rio São Francisco.

“Por onde passamos, todos foram extremamente receptivos, extremamente sedentos de arte, todo mundo muito curioso, perguntando sobre tudo”, enfatiza Chirstina, frisando que todas as apresentações estiveram lotadas, sobretudo em Januária, onde 1,5 mil pessoas teriam aparecido para assistir à comédia. Um recorde, como também havia ocorrido em Xique-Xique (BA). Nas demais cidades de Minas o público não negou fogo: “Tivemos algo em torno de 600 a 700 pessoas em São Francisco, um número bem parecido também em Pirapora”, comemora Chirstina, que, antes de estabelecer-se em João Pessoa e formar o grupo e dirigir os três espetáculos do Ser Tão Teatro, chegou a dar aulas nas Artes Cênicas da UFMG. Viveu só seis meses na cidade, mas foram inesquecíveis. “Domingo agora, jantando no (na Cantina do) Lucas, pude reafirmar o quanto gosto daí. É onde se faz o melhor teatro do Brasil”, elogia ela.

Decisão sobre o local acontece ao meio-dia

Mantenha-se atento ao noticiário: já que “Flor de Macambira” carece de cerca de quatro horas de montagem, os integrantes do Ser Tão Teatro definirão ao meio-dia de hoje onde deverão instalar o espetáculo. Na Praça JK ou no Campus da Pampulha, convenhamos, o que faz toda a diferença.

Hospedados em BH desde domingo, enquanto não reparavam o que o céu informava, os integrantes ministraram, até ontem, oficina sobre os procedimentos técnicos que utilizam. Fatiada em dois dias e um total de seis horas, a mesma oficina foi oferecida nas dez cidades por onde a turnê passou. Em todas, teria lotado completamente, só aqui espichou algo mais.

“O pessoal do grupo Quatro Los Cinco nos procurou, tem interesse no treinamento de cavalo marinho (tradição folclórica natalina, versão pernambucana do bomba-meu-boi), que a gente nem é autoridade, mas aprecia muito a musicalidade, a corporalidade”, situa Christina, que anuncia muito a intenção de avaliar as montagens mineiras na composição da 3ª Mostra de Teatro de Grupo, que realiza em maio. Seria a primeira vez em que grupos mineiros participariam do projeto que tem concentrado grupos teatrais do Nordeste (Leia mais no www.sertaoteatroflor.blogspot.com )


matéria completa logo abaixo da imagem...


Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte-MG, quinta-feira, 17/3/2011/ Editoria: Cultura / Página 4 / Em Movimento / Teatro

Walter Sebastião

O Brasil é uma comédia

É teatro com clima de festa popular, avisam os paraibanos do Ser Tão Teatro, que mostram a peça Flor de Macambira, de hoje a sábado, às 19h, na Praça JK, no Bairro Mangabeiras. Com direito a figurinos coloridos, máscaras, perna de pau, música ao vivo e evocação a folguedos tradicionais. A trama gira em torno das aventuras de Catirina, a mais bela flor da Fazenda Macambira. No percurso, o desafio de enfrentar as tentações mundanas e fantasmas pessoais para salvar o amado Mateus. “É peça de caráter social e comédia para todos os públicos”, afirma Gladson Galego, de 28 anos, ator e um dos fundadores do grupo.

O Ser Tão Teatro existe desde 2007 e tem viajado pelo Brasil, com uma tonelada de equipamentos, mostrando peças em praças públicas. Já encenou Vereda da Salvação, de Jorge Andrade e Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna. Flor de Macambira, conta Galego, é radicalização da opção pelo teatro popular, movido pela boa receptividade e grandes platéias que conquistou nas viagens pelo país. “Estamos falando do universo feminino, de uma garota que enfrenta o pai, um padre que quer vender casamento a prestação, um economista, um marqueteiro e seus fantasmas pessoais. Ela sai mais forte, renovada e preparada para a vida”, conta.

A turnê de Flor de Macambira começou em Penedo (Alagoas), passou por várias cidades de Pernambuco, da Bahia, do norte de Minas, e termina no Rio de Janeiro, próxima parada da trupe depois da visita a Belo Horizonte. O Ser Tão Teatro, além de apresentar as peças, realiza oficinas por onde passa, como estratégia de fortalecer os grupos e compartilhar experiências de elaboração do fazer teatral.

“O que apaixona no teatro popular é a capacidade de diálogo com público que nunca foi ao teatro. Isso é o que faz a magia do teatro de rua”, afirma Gladson Galego. Atuar na rua cobra do ator versatilidade para lidar com todo tipo de acaso, de bêbados e cachorros em cena até todo tipo de ruídos. Para Gladson Galego, há bom teatro popular feito por todo o Brasil. E cita os grupos Imbuaça (Sergipe), o Oi Nóis Aqui Traveis (Porto Alegre), Tá na Rua (Rio) e o Pessoal do Tarará (Mossoró). “O que falta é mais divulgação incentivos”, completa.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Acompanhem nossas entrevistas pela TV

Nesta quarta-feira (16), às 19h40, no Programa Agenda, da Rede Minas Canal 9, exibe entrevista com Gladson Galego e Isadora Feitosa

Na quinta-feira (17), a TV UFMG - Canal 12 da NET, exibe a partir das 19h nota coberta (sem entrevista, com textos e imagens da peça)...

Flor de Macambira na Imprensa de BH

Nota publicada na edição de hoje, quarta-feira, 16 de março de 2011 no Jornal Hoje em Dia



Matéria publicada na edição de ontem, terça-feira, 15 de março de 2011, assinada pela jornalista Luciana Romagnolli...veja a matéria completa logo abaixo da imagem ou pelo link: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=165857%2COTE



No repertório do grupo Ser Tão Teatro, a tradição popular vem acompanhada por uma preocupação em não ser apenas regionalista, mesmo ao resgatar manifestações típicas nordestinas como o cavalo-marinho (ou bumba-meu-boi). "Fazemos o diálogo entre o que é nosso, restrito ao Nordeste, e um caráter mais cosmopolita", diz o ator Gladson Galego.

Assim se pretende o espetáculo de rua "Flor de Macambira", que será levado a partir de quinta-feira ao parque JK - depois de o grupo realizar hoje e amanhã uma oficina de criação no Galpão Cine Horto.

A matriz popular se revela na encenação, que faz uso de máscaras, bonecos manipulados, perna-de-pau e fogo, além de ritmos populares. Mas o espectador ouve também funk e até música de telemarketing. "São artifícios que tornam o espetáculo universalizante. Tentamos trazer a construção da cena para o contemporâneo", diz Galego.

Formado em 2007, o Ser Tão tem por hábito adaptar obras da dramaturgia moderna brasileira, como fez com "Vereda da Salvação", de Jorge de Andrade, e "Farsa da Boa Preguiça", de Ariano Suassuna, numa parceria com o Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte.

"Flor de Macambira" atualiza o texto "Coronel de Macambira", primeiro "boi" escrito pelo recifense Joaquim Cardozo - e que já era uma releitura do tradicional cavalo-marinho, revestida de crítica social pela adição de personagens como o banqueiro e o marqueteiro.

A pesquisadora Roseane Trota trabalhou com o grupo na adaptação da dramaturgia, mudando o foco do coronel para a jovem Catirina e seu amadurecimento como mulher, sem dispensar a faceta crítica.

Descentralização. Além do Clowns de Shakespeare, o Ser Tão Teatro se mantém em contato com outras companhias nordestinas, como a Bagaceira, do Ceará, promovendo anualmente uma mostra de teatro de grupo em João Pessoa. "Isso é recente no Nordeste", diz Galego. "Mas, a partir do momento em que a verba chega a outras regiões, os grupos com uma pesquisa encaminhada têm mais facilidade para tocar seus trabalhos", conclui.

Agenda

O que: "Flor de Macambira", com o grupo Ser Tão Teatro
Onde: Praça Juscelino Kubitschek - parque JK, no Mangabeiras
Quando: Quinta, sexta e sábado, às 19h. Entrada franca.

sábado, 12 de março de 2011

Chegando e saindo de Pirapora...ai que saudade do Velho Chico...



Por Christina Streva

Cinco dias de folga em Pirapora durante o Carnaval. Chuva com força, praticamente durante todo o tempo. Sorte nossa que o hotel tinha uma bela laje com piscina e um barzinho improvisado que salvou nosso Carnaval e de praticamente todos os outros hóspedes. Graças à animação dos nossos músicos e com o belíssimo reforço do acordeom de Norma Nogueira, esposa do Rodrigo, que veio passar esses dias conosco, acabamos realizando os bailes de Carnaval mais animados da cidade. Muita música de todos os tipos, nossos meninos (?) se realizando vestidos de mulheres, bebida com força, e muitas e muitas estórias... Todas censuradas! Afinal, folga é folga e cada um faz o que quiser (ou puder) da sua!!!

Tarcisio, namorado de Isadora, e Maíra Kesten, que trabalhou conosco no período de ensaios no Rio, também se juntaram a trupe nesses dias. E assim que a chuva deu uma trégua, já na quarta feira de cinzas, fomos quase todos para uma belíssima e escondida cachoeira em Buritizeiro, cidade vizinha. Lá, recebendo toda a força da água do rio sobre nossas cabeças, recarregamos as baterias e nos purificamos dos excessos do Carnaval.



Quinta feira – volta ao batente. Nove horas da manhã, ensaio no Centro de Convenções: treinamento vocal com passagem do repertório musical, investigação com a Serpente e exploração da cena da mata, que tá quase, quase lá...


Como, domingo, eu estarei voltando ao outro batente para recomeçar o trabalho junto a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UNIRIO e iniciar o semestre de aulas, esse foi meu último ensaio com o grupo por algum tempo. Vou embora com o coração partido, justamente quando o SerTão chega a BH, cidade que foi tão boa e importante para mim quando lecionei no curso de teatro da UFMG em 2006. No término do ensaio, entreguei oficialmente a Flor aos seus tutores, pedindo-lhes que cuidem bem de nossa cria e não deixem de regá-la constantemente.

Era hora de retirar as malas do hotel e nos transferirmos para o Vapor Benjamim Guimarães, um presente da prefeitura de Pirapora, que nos convidou para ficarmos hospedados no único barco a vapor ainda em funcionamento no mundo. Construído em 1913 nos Estados Unidos, e restaurado em 2006 graças a uma parceria com o Banco do Nordeste, o Benjamim é uma pérola da história da navegação pelo Velho Chico. Hoje, necessitando de cuidados e de reformas novamente.



No caminho para o vapor, outra bela surpresa aguardava o grupo. Em uma despretensiosa parada para comprarmos cigarros na única banca de jornal da Pirapora, me deparo com uma linda matéria sobre o SerTão escrita por Miguel Anunciação do Hoje em Dia, de BH. Duas páginas do Jornal contando nossa história e nos dando boas vindas ao Sudeste. Eita surpresa boa!!




O Benjamim estava bagunçado e ficamos todos meio assustados de passar os próximos dois dias hospedados nele. Mas, em menos de uma hora, tudo foi limpo, arrumado, e enquanto uns foram ministrar o primeiro dia de oficina, outros aproveitavam o fim da tarde livre para jogar bola no campinho em frente ao barco, ou simplesmente para admirar o lindo pôr do sol que só contribuía para deixar o cenário ainda mais especial.




No dia seguinte, o segundo dia de oficina e, finalmente, a apresentação na Praça Cariris. O tempo nos deu um susto, com uma chuva que caiu justamente às 18:00 quando já estava tudo pronto para a peça. Mas, graças à Santo Antônio, ela foi embora logo e fizemos uma bela apresentação para aproximadamente 600 pessoas, finalizando assim nossa turnê pelo Rio São Francisco.



Nessa noite, após a peça, sentada no convés e admirando a lua, voltei a sentir a mesma sensação de orgulho e dever cumprido que senti há um ano atrás, em Traipu, cidade ribeirinha do interior do Alagoas, última do projeto “Farsa da Boa Preguiça” pelo Programa Eletrobrás de Cultura de 2009, e ocasião na qual conheci o Velho Chico pela primeira vez.

Ao longo desse ultimo mês, pudemos navegar com nossa Flor por esse poderoso rio. No caminho vivenciamos fortes encontros, vislumbramos belas paisagens, e conhecemos muitas e muitas pessoas e lugares especiais. Trabalhamos muito duro. Sinto uma profunda gratidão por cada um dos integrantes desse grupo. Realizamos um belo trabalho de equipe. E, assim, fomos desbravando essa região do Brasil tão forte, viva, receptiva, curiosa e, especialmente, sedenta por arte!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Flor de Macambira na imprensa de BH

Leia a matéria completa logo após as imagens ou cpoie e cole o seguinte link: http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/divers-o/pecados-de-uma-flor-de-macambira-itinerante-1.250637





Jornal Hoje em Dia, Belo Horizonte-MG, quinta-feira, 10/3/2011/ Editoria: Cultura / Páginas: Capa e Cultura 3 /
MIGUEL ANUNCIAÇÃO
CRÍTICO/ESPETÁCULOS
CAPA

Pecados de uma flor

“Flor de Macambira” reconta história da bela jovem que sucumbe aos “vícios e tentações mundanas”

Apalavrado até o último instante para cumprir nove apresentações de “A Farsa da boa preguiça” pela derradeira edição do Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua de Belo Horizonte, o grupo Ser Tão Teatro também foi surpreendido pelas mudanças de planos, também careceu caçar outro rumo-e não é preciso rebobinar de novo as constrangedoras reviravoltas a que o FIT/BH de 2010 foi submetido. A boa notícia é que, ao largo da burocracia dos órgãos de Cultura locais, o grupo de João Pessoa (PB) chega à cidade: apresenta três sessões de “Flor de Macambira” na Praça JK – o trecho mais nobre da Avenida Bandeirantes, no Sion-, entre os próximos dias 17 e 19, sempre a partir de 18 horas. As três sessões têm acesso gratuito ao distinto público. Vamos conferir?

Esta primeira visita que o grupo nordestino realiza à cidade acontece graças ao patrocínio da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), via programa Eletrobrás de Cultura, que patrocinou tanto a montagem quanto a turnê por 12 cidades de cinco Estados, dez às margens do Rio São Francisco. Depois de passar –e ser visto por cinco mil pessoas, aproximadamente – por Penedo (AL), Propriá (SE), Petrolina (PE) e Paulo Afonso, Juazeiro, Bom Jesus da Lapa e XiqueXique, todas na Bahia, a produção chegou a Minas Gerais no final de fevereiro. Já se apresentou em Januária (dia 1º) e São Francisco (dia 3) e se apresenta também na Praça dos Cariris em Pirapora, às 19 horas de amanhã, cidades do norte do Estado. Depois da breve passagem por Belo Horizonte, semana que vem, a turnê prossegue no Rio, onde cumpre seis apresentações entre 28 deste mês e 3 de abril.

Baseado em “O Coronel de Macambira”, o mais conhecido texto teatral do dramaturgo, poeta e engenheiro pernambucano Joaquim Cardozo (1897/1978), a dramaturgia do espetáculo é assinada pela autora, pesquisadora e professora carioca Rosyane Trotta e pelo grupo. No lugar dos quadros independentes do texto original, que se utilizam do bumba-meu-boi como elemento central, o enredo do espetáculo recorre à personagem Catirina como recurso de “costura”, de alinhavo narrativo.

Bastante jovem, extraordinariamente bonita, Catirina é festejada como “a mais bela flor da Fazenda Macambira”. Entretanto, fadada a experimentar a maldição que a dramaturgia mundial reserva aos personagens que aparentam ter tudo, ela “sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar-se e a seu amado, mergulha nas profundezas de sua alma”. Nesta viagem ao dark side, Catirina trava contato com “tipos do cotidiano brasileiro como o coronel sanguinário, o padre mercantilista, o bicheiro corrupto, e o triunvirato do capitalismo: o economista ilusionista, o banqueiro especulador e o marqueteiro enganador vão sendo apresentados”.

Dirigido pela carioca Christina Streva, “Flor de Macambira” mobiliza nove atores (Cida Costa, Gladson Galego, Isadora Feitosa, Maisa Costa, Thardelly Lima, Winsthon Aquilles, Zé Guilherme, Anderson Lima e Rodrigo Costa e Silva) e uma equipe técnica de mais nove figuras ao seu redor.

continua...

Página 3

SER TÃO finalmente conhece o Sudeste
Companhia é respeitada no Nordeste e desconhecida em BH, SP e RIO

MIGUEL ANUNCIAÇÃO
CRÍTICO/ESPETÁCULOS

Apesar de um já vasto currículo de apresentações e viagens que contemplam diversas que contemplaram diversas capitais do Nordeste, esta será a primeira visita do Ser Tão Teatro a grandes capitais do Sudeste, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro. É um momento importante do grupo, portanto, levando em conta que vem da região onde o teatro não alcança tanta projeção como em SP, Rio e Minas.

No Nordeste, porém, o Ser Tão pertence ao rol dos grupos maiores, mais estruturados, embora tenha menos que quatro anos de vida. Lá, ele é membro do coletivo A Lapada, que reúne os grupos Piolim e Alfenim, também paraibanos; Tarará, Estandarte e Clowns de Shakespeare (RN); Máquina e Bagaceira de Fortaleza (CE).

O Lapada é um coletivo bastante operoso: além de uma publicação que já rodou o 2º número, promove encontros duas vezes ao ano. Uma com todos os integrantes dos grupos e a outra com apenas representantes deles. Nestas reuniões, abordam basicamente estratégias de sobrevivência – a autogestão longe do eixo RJ/SP não é tarefa muito fácil. Numa destas reuniões, surgiu a idéia de montar “A Farsa da Boa Preguiça” em parceria com o Clowns de Shakespeare – que já esteve em Minas em algumas oportunidades, na primeira para mostrar “Muito Barulho por Quase Nada”, seu espetáculo de lançamento, que Eduardo Moreira, do Galpão, dirigiu.

Dirigido por Christina Streva e Fernando Yamamoto e juntando atores dos dois grupos, “A Farsa” está temporariamente fora de repertório. “Devemos voltar este ano, com ou sem os atores do Clowns”, define Christina.

Com cenário e adereços assinados por Carlos Alberto Nunes, figurinos de Daniele Geammal e caracterização de Mona Magalhães (maquiadora que também assina em diversos espetáculos do Galpão), “Flor de Macambira” possui trilha sonora original. Beto Lemos, da Cia. Carroça de Mamulengos, assina direção musical em parceria com Zé Guilherme, músico da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Além dos nove atores em cena, dois músicos tocam rabeca, bandolim, escaleta e diversos instrumentos de percussão ao vivo. Contribuem para reforçar a impressão de “festa popular com música, comicidade, cor e teatralidade” que o espetáculo pretende ter.

“Aparentemente simples, as histórias populares ocultam poderosas pistas para o entendimento do ser humano, diz Christina, que no momento atua como coordenadora de Cultura da Uni-Rio, e precisou se manter na ponte-aérea para dirigir “A Flor de Macambira”.

Segundo Rosyane Trotta, a dramaturgia do espetáculo não ignora a dimensão política da época e atualiza a narrativa, personificando o drama na protagonista, o que não existia no texto original. “Joaquim Cardozo não poupou liberdade poética para enlaçar literatura erudita, crítica social e festa popular. Nós buscamos entrelaçar sua poesia com o Brasil de nosso tempo e a linguagem cênica que emana do jogo vivo dos atores”.

Além das três sessões de “Flor de Macambira”, a passagem do Ser Tão Teatro prevê a oficina “Construindo a Cena”, para atores e não atores de desejem vivenciar princípios criativos do grupo. É grátis, aberta a 20 interessados e dura seis horas. Saiba mais no www.sertaoteatro.com.br.

sábado, 5 de março de 2011

São Francisco, penúltima cidade do nosso roteiro pelo Velho Chico...

Texto de Christina Streva

Chegamos à São Francisco, cidade ribeirinha do norte mineiro, em dia histórico. Dia no qual o padre José Antonio da Rocha Lima, prefeito da cidade, foi cassado por unanimidade pela Câmara Municipal de São Francisco após a operação “Conto do Vigário” que revelou um grande esquema de corrupção local com desvios da ordem de cinco milhões de reais.

São Francisco é o retrato da corrupção e do isolamento. Uma cidade sem qualquer atrativo, semi-abandonada, e extremamente carente. Um péssimo hotel, praticamente nenhum restaurante, e um sol a pino de mais de 40 graus. Pela maioria das cidades pela qual passamos a mesmo discurso se repete. A cada rádio, a cada entrevista, a cada encontro, nos deparamos com um povo saudosista, cheio de lamentos, porém extremamente receptivo e curioso. Queixoso e nostálgico por uma época na qual as festas populares, o teatro, e as salas de cinema faziam parte da vida cotidiana. Nenhuma dessas salas de cinema sobreviveu aos dias atuais.

A grande maioria, como vem acontecendo também nas capitais, tornou-se templo de igrejas evangélicas. Até mesmo, o tradicional e famoso Carnaval do norte de minas vive uma fase de forte decadência. O motivo apontado é sempre o mesmo: a mocidade de hoje não gosta mais de arte e de cultura! Essa ladainha vazia e equivocada esconde, na verdade, uma profunda falta de oportunidade e de conhecimento.




Porque a realidade que se apresenta é justamente a oposta. Praças lotadas de jovens, crianças, estudantes, idosos. Atenção, encantamento e curiosidade.
E nossa passagem por São Francisco não foi diferente. Auxiliados pela professora Adalgisa, secretária de cultura da cidade, mulher guerreira, simples e batalhadora, tivemos mais uma vez a oficina e a apresentação lotadas. Na Praça Centenária nos deparamos com um público receptivo, atento, acompanhando cada minuto da peça, rindo, participando e comentando.




Ao término da apresentação, um assédio espantoso deixou todos nós atordoados. Foi difícil até começar o debate porque as pessoas não saiam de cima dos atores e da equipe técnica. Eram autógrafos, fotos, perguntas... Em meio a toda aquela confusão, eu percebia o grupo cansado, mas com um belo sorriso no rosto, dando atenção a toda aquela gente que queria conversar, perguntar, conhecer.

Há um mês na estrada, nesse ritmo frenético de apresentações, oficinas e debates, do constante entra e sai de hotéis, de viagens longas de até 12 horas de duração, a exaustão começa a tomar conta de todos nós. Ainda bem que teremos uma oportuna folga de cinco dias durante o Carnaval, em Pirapora. Tempo para o meu povo descansar do batente e recuperar as forças para o segundo mês de turnê.




Apresentação...


Chegando nas Gerais - Januária - MG

Texto de Christina Streva
Cruzamos a fronteira Nordeste / Sudeste e, após quase doze horas de viagem, chegamos a Januária, cidade do norte de Minas Gerais.  Era noite e a praça central estava entupida de gente.  Nosso outdoor ambulante (o ônibus todo envelopado) chama muita atenção por onde passa e literalmente anuncia a chegada da trupe. Difícil mesmo é circular pela cidade e conseguir fazer curvas em ruas tão estreitas.



 A pequena e bela cidade ribeirinha é conhecida por abrigar o mais famoso Carnaval da região.  Com belos casarões históricos, o turismo é a principal fonte de renda da cidade. O hotel que ficamos... ahhh, que delicia de hotel!  Aconchegante e aprazível, o Viva Maria tem tudo que o grupo precisava para se recuperar do cansaço: cama boa, banho bom, piscina gostosa, uma bela sacada com vista para o Velho Chico, e uma deliciosa comida mineira que deixou todo mundo com água na boca.

Na manhã seguinte, após um delicioso e merecido banho de piscina para relaxar, começamos os trabalhos.  Primeiro dia de oficina na Casa da Memória para 20 alunos atentos e interessados e um gurizinho de 12 anos, Bruno, que virou o xodó do grupo.  Bruno é um prodígio, com todos os ingredientes para se transformar em um artista excepcional: curiosidade, talento e paixão!    Nossa vontade era de botar o pequeno no ônibus e levá-lo com a gente. 





Como a maioria das cidades não tem jornais locais, nossa divulgação é feita através de carro de som, material gráfico, panfletagem e muitas rádios.  Entrevistas e mais entrevistas, algumas de até uma hora de duração em praticamente todas as rádios das cidades - FM, AM e comunitárias.  As matérias de TV também têm sido freqüentes.  Desde Bom Jesus da Lapa temos tido belas matérias de divulgação e de cobertura sobre a peça e sobre a turnê.  Infelizmente, a maioria delas não fica disponível na internet.  Já conseguimos postar aqui as matérias da TV Norte.  A cobertura da impressa ajuda muito nosso trabalho e o resultado se transforma em público.



É gente com força!  Tinha tanta gente naquela praça na noite da apresentação que poderíamos fazer três apresentações e ainda não dar conta de todo aquele povo. A Praça Tiradentes é uma praça recém inaugurada. Foi entregue há algumas semanas pelo oitavo prefeito que Januária tem apenas nos últimos quatro anos, um ex-engraxate que compareceu a peça. É uma belíssima praça no coração da cidade, toda pavimentada, iluminada e cuidada.  Uma tristeza mesmo é a concha acústica da praça.  Um bonito monumento, com palco amplo, estrutura de camarim e tudo mais, mas com uma enorme coluna central que inviabiliza qualquer apresentação artística.  A mesma velha e recorrente história no nosso país: obras belas esteticamente, porém sem qualquer funcionalidade artística. E lá se vão dinheiro e esforço à toa.  Triste!



Para nós, no entanto, que carregamos nosso próprio palco, a concha não atrapalhou em nada, e fizemos uma bela apresentação para mais de 1.000 pessoas.  Ao contrário do que vem acontecendo nas outras cidades, percebemos que o publico perdeu várias piadas da peça, apesar da apresentação ter sido tecnicamente precisa.  No debate, que acontece logo após o espetáculo, entendendo por que. Ao cruzarmos a fronteira, nos tornamos o grupo “nordestino”.  O sotaque carregado dos atores e o vocabulário da peça fazem o público perder alguns trechos da peça.  Vamos ter que articular muito bem as palavras e aliviar no sotaque para facilitar a compreensão do texto daqui pra frente. Afinal, essa foi apenas a estréia do SerTão no sudeste do Brasil!  







Bate papo com a platéia...