sábado, 12 de fevereiro de 2011

PENEDO: Mas que fulô pra cheirar!

Amigos,



Este é o primeiro relato da nossa embarcação rumo à nascente do Rio São Francisco. Que tal começar pelo fim? Ou melhor, é pela sua foz que está desabrochando cada vez mais essa flor que logo em sua primeira cidade já sai ainda em botão prometendo muito...



Penedo! Que bela cidade que preserva a sua história em seus prédios, suas cores em sua gente e revela na rotina uma calmaria tão gostosa que dá uma preguiiiiça... Não fosse dia de trabalho quase que eu penduro uma rede na varanda do hotel e fico só admirando o Chicão!



Mãos à obra, um dia antes da apresentação com carro de som nas ruas, palco sendo montado pelos meninos, Thardelly e Maisa nas oficinas, Christina E Calina nas rádios da cidade, os produtores locais pra cima e pra baixo com Samara, tudo pra no dia seguinte a gente "só" preparar os últimos acertos da apresentação.



No dia da estréia, na Praça 12 de Abril, todo mundo fazendo tudo na montagem, uma confusão de bota aqui-tira-coloca acolá! Temos que definir as equipes: isso é certo! Mas vamos à apresentação! Como é de costume, o povo só aparece mesmo depois da novela (eita tradição difícil de desacostumar essa, hein!?) e o espetáculo começa com meia hora de atraso com a praça cheia de gente bonita e animada! O pessoal da oficina todo lá transmitindo uma energia boa na estréia... familiares e amores dos integrantes fazendo figa pra dar tudo certo, e... “COMEÇA LOGO ESSA HISTÓRIA!”.



Entramos em cena curiosos pela reação do público, ainda temerosos se ia dar tudo certo, se ia dar branco, tantos ses... Passado esse receio inicial fomos ficando à vontade à medida que a energia entre publico e atores ia sendo misturada. As piadas funcionando! Que maravilha... Nem nos demos conta e o espetáculo já estava nos finalmentes e uma gostosa sensação de que temos um tesouro nas mãos. No olhares, nos abraços e sorrisos, a suspeita de que homens, mulheres, crianças, velhinhos, todos se identificam com as situações que acontecem na peça, tão comum a tantos brasileiros seja no Rio, seja em João Pessoa, seja em Penedo. É sobre cada um que estava lá que a peça fala e isso é o que podemos nessa primeira cidade deixar: um botão dessa flor!



Vamos agora em direção a Propriá! O ideal seria irmos pela balsa, mas com o ônibus não dá... vamo arrodear e ir pela BR mesmo! Obrigada a Arthur, Aline e Emanuel que deram um super força pra gente.



Até Propriá, minha gente!

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